Archive for Janeiro, 2010

diário de bordo

18 de Janeiro de 2010

Para você, leitor, ver como as supostas blogueiras as quais vos escrevem são comprometidas com esse blog, o último post foi há 2 semanas. Poi zé meu caro, como eu estive viajando e não tive acesso à vida, não tive como postar, mas não tenho por que reclamar, afinal, foram viagens agradáveis. E é exatamente sobre elas esse post. Bom, mãos à obra.

Na primeira semana, eu e minha pequena grande família fomos à um cruzeiro, é, um cruzeiro, onde todo mundo só quer saber de rebolar na beira da piscina ao som de axé com muita bebida. Mas como eu já disse, não posso reclamar. Era um navio grande, com muitas coisas, mas não podemos ignorar o fato de que muitas delas eram para maiores de idade, portanto, a bonita aqui não podia entrar.  Mesmo assim, tratei de aproveitar ao máximo. Digamos que o ponto alto da viagem foi passar o dia observando tentativas falhas de um playsson na paquera. Sim, um curioso ser de cabelo espetado e um óculos de camelô da oakley com lentes azuis (lindo não?) tentava incansavelmente atingir fêmeas ricas e esbeltas, mas obviamente, não conseguia era nada, até encontrar uma mulher que para ele, poderia ser a solução para que seu enjôo – apesar de ele não poder admitir para seus outros amigos playssons que tinha enjôo, ou ia ser muito zoado – passasse. Estava ele todo sorridente, quando descobre que a baranga gatinha que ele se conversava, tinha um filho! MUAHAHA, o milagre das mães solteiras. Pois é, e foi com tremenda rapidez que ele se levantou e fugiu foi pegar uma bebida. Esse foi meu diário de bordo do cruzeiro com mais gente velha do mundo!

Vamos agora à segunda viagem, com muito mais acontecimentos. A princípio, seríamos 6 amigas mucho locas acompanhadas peloa tia Mônica  no guarujá, mas, após alguns fatos, ficamos eu e Miranda, mais conhecida como Thaís, na praia. Mas isso não fez com que a viagem se tornasse ruim, teve de tudo. Desde falta de luz, até elogios um tanto quanto… despresíveis. Poi zé. Digamos que esses foram marcantes para essa viagem. Eu e Mirandinha resolvemos andar no calcadão para ver alguns gatinhos, em um fim de tarde, sem a companhia de tia Mônica. Como todos sabemos, vendedores ambulantes de praia não são o que nós chamamos de… discretos, educados ou bonitos, mas enfim, eu e Miranda, após algumas aventuras, os apelidamos de filhos do vendedor de côco – nada contra você aí, que vende côco, é só uma coincidência – ou então Augustos (jajá você saberá porque). Enquanto caminhávamos, ouvimos de tudo, e como já esperado, não poderia deixar de citar alguns dos comentários:

– um dos mais marcantes, para mim, foi no segundo dia que fomos lá. Um travesti disse pra gente, quando passamos: Meninas! Se tiverem uma saia de algodão, me emprestem por favor? É.

– o outro, que foi particularmente, nojento, foi quando um vendedor de sorvete, chamado Augusto, passou e disse: Prazer viu, Augusto. E lançou um sorrisinho lindamente desdentado. Entendeu agora, o porque dos augustos? Ainda não? Pois bem meu coleguinha, ele foi apenas um de muitos outros.

– Um que eu definitivamente não posso reclamar, foi o do gatinho de riviera. Estavamos andando, eu e Mirandinha, quando passa uma caminhonete mais lotada que ônibus que leva pra Ramos, no RJ, e um dos meninos fala: Tô indo pra Riviera, e faço passagem, bora? É gentem, eu babei alguns mililitros.

Esses foram alguns dos muitos comentários recebidos, sendo eles bons ou não. Bom galerê, parte da minha aventura jpa foi contada. Amanhã aguardem o post sobre Luis, o filho do Guarujá. É, digamos que ele seja, o nosso Lula zelador, com um dedo a mais. E um tanto irritante a mais também, eu creio. Falô aí, e fiquem com a foto de um homem bem parecido com o Augusto, vendedor de sorvete, pra terem uma ideia da desgraça. Boa noite  (:

QUERO SER UM AVESTRUZ

4 de Janeiro de 2010

você aí, caro leitor internerdético que, assim como eu, não tem nada mais interessante pra fazer, já teve vontade alguma vez na vida de ser um avestruz? Não entendeu? Ok. Vamos à definição desse pitoresco animal:

São aves polígonas e não migratórias. Adapta-se com facilidade e vive em áreas montanhosas, savanas ou planícies arenosas desérticas. Seus hábitos alimentares são onívoros, o avestruz come ervas, folhagem de árvores, arbustos e todo pequeno vertebrado e invertebrado que consiga capturar.

ÉEEEEE, GOXXXXXTOU? Pois bem. Mas tem uma coisa, que poucos sabem sobre essa criatura. As vezes, o bichinho simplesmente enfia a cabeça em um buraco no chão, e assim ninguém o incomoda (entendeu o por que de eu querer ser um desses agora, neném?).

Porém Todavia Contudo Entretanto, como não posso me tornar um avestruz porque eu AINDA (veja bem, ainda) não tenho padrinhos mágicos, vou continuar confabulando meu futuro avestruztástico – sacou?- na calma de meu aposento (até a minha mãe abrir a porta pra encher o saco). Veja só:

Essa serei eu.

Esse será meu namorado hto.

essa será a minha família avestruztástica...

esse é o futuro que TODOS deveriam mentalizar. Ser avestruz É O QUE HÁ!

BEIJOS DA DIVA, QUE VIAJARÁ AMANHÃ LOGO CEDO, E COM ISSO FICARÁ LONGE DA INTERNET POR DUAS SEMANAS (morte).

VAI VOVÓ!

3 de Janeiro de 2010

Olá meu amor, aqui quem fala é a Gabi, a assistente! (me segue @gabrielademasi hauahuhauau)

Quando a Diva e suas divetes vão dançar, não pode faltar a dança ‘vai vovó’, certo? Numa vibe muito loca nós fazemos uma homenagem a vovó da Diva! vai vovó, vai vovó

Mas aconteceu o inesperado:

Hoje estava vagando pelo Nao Salvo e achei esse video de uma vovó ahazando na pista da rave! Que exemplo: no meio dos jovens, na frente das caixas de som, tirando fotos, pulando! UMA  DIVA DA TERCEIRA IDADE, EU DIRIA!

Fiquem com o video do show que a vovó deu, e se espelhem.

primeiro post do ano :D

1 de Janeiro de 2010

No mínimo curioso, eu diria. Essa seria possivelmente a definição da festa – melhor dizendo uma tentativa falha de festa- de passagem de ano a qual eu estava presente. Como era de costume, todos os anos, eu e minha família passávamos o ano novo juntos, além de agregados, amigos e parentes de graus aleatórios, que nem fazemos questão de contar. PORÉM, esse ano, como já era de se esperar, o povo tomou juízo e foi-se a caminho da roça (ou melhor… de uma coisa mais interessante). Vamos aos exemplos – usando nomes fictícios, claro:

Dona Chica: Amiga da minha vó paterna desde… bom, desde sempre. Juntas elas formavam uma dupla infalível (apesar da minha vó já não lembrar mais disso, por conta da Alzheimer), e como prova, temos a viagem do século, feita pelas duas e o marido de dona Chica (pois minha vó ficou viúva cedo): o cruzeiro do rei, sim, o rei, Roberto Carlos. Elas também foram pra Europa juntas, mas sacomé né, o rei é o rei e não se fala mais nisso. Mas esse ano dona Chica adimirou-se se (sim, isso é um trecho de Atirei o Pau no Gato) ao descobrir que, talvez, passar o ano novo no aconchego de sua casinha, com seu maridão, seus filhos e netos, seria bem mais interessante. E foi isso que ela fez – debandou-se para seu barraco e não dividiu seu bacalhau conosco (egoísta).

Tia Rômula: Filha de dona Chica, tia Rômula resolveu nos abandonar por uma aventura amorosa. Viúva há muitos anos, a tal arranjou um namoradinho (que, diga-se de passagem, é velho, careca, banguelo e se acha o cantor da night), e agora se acha super jovem, renasceu! A mulher sai todos os dias, vai em barzinho que até eu vou e esse Reveillon, só para continuar sua fama de  cinquentona rebelde, foi para algum fim de mundo passar o ano novo com a família do namô. UHUL HEIN GAROTA, largou seus pais, seu irmão solteirão (que deve ter no mínimo uns 45 anos) e seus dois filhos sem um mínimo de juízo, além de não fazer as sobremesas – e essa foi a pior parte – para uma viagem que, no mínimo, lhe renderia algumas noites de sexo selvagem com o namorado da melhor terceira idade.

Tia Creuza: Essa tia aí é um caso a parte no mundo. Assim como minha mãe, minha tia e tia Rômula, ela viveu nos anos 70. Até aí ok, fazer o que, ser velho não é o problema, e essa foi uma das melhores épocas vividas até hoje 0 – sexo, drogas, roupas coloridas e um pouco mais de drogas . O problema é que, aparentemente, ela ainda acha que está nos anos 70. ALÔOOU QUERIDA, SÉCULO XXI?? Tá. Agora você deve tá imaginando que eu sou ruim e que mães e tias são assim mesmo, mas você não chegou ao pior ponto dessa história: o ser é minha madrinha. Achou pouco? Tá, tem como piorar: ela é enfermeira da minha escola. É, seu infeliz. Agora você me entende né? E tia Creuza, queen of the jungle que só ela, resolveu passar o ano novo no camping (e nesse momento eu penso: vai com Deus, e se divirta com sua marmita fria, enquanto eu como camarão). Pois bem, acho que já basta de falar da tia Creuza.

Esses foram alguns dos peculiares amigos de minha família linda e unida, do qual dos aproximadamente 20 membros, apenas 5 tiveram a decência de passarem a virada do ano juntos.

Agora vamos ao segundo ponto, do qual confesso que fiquei um tanto incomodada. QUAL É A REGRA DE USAR BRANCO NO ANO NOVO? E se eu quiser usar preto, não pode? Vão falar que eu tô chamando a morte. Foi só eu querer dar uma renovadinha esse ano, comprei um vestido meio nude, meio bege (detalhe: fui sutíl, porque branco já vira bege na primeira vez que você usa, então é como se eu tivesse comprado um vestido branco sujo), que eu cheguei na casa da minha tia e ouvi comentários do tipo:

-Nossa! Resolveu ficar rebelde é? Porque não tá de branco, hein? PORQUE?

ou então…

-NÃO QUER PAZ NO ANO NOVO NÃO? Você já não tá cansada de saber que tem que usar branco?

Até aí ok. Ignorei os comentários assim como um internerdético encara a vida social, mas o ápice da noite foi quando meu tio, após lindas rodadas de cerveja, me perguntou:

-Derrubou café no vestido é (não, eu não tinha derrubado café, ele SÓ era bege)? Parece cor de papel velho e sujo, sabe?

É. Adorei ouvir isso do meu vestido novo. Se eu colocasse um vestido verde, iam falar que eu rolei na grama? Se colocasse um vermelho, iam falar que eu menstruei e manchou o vestido? Provavelmente. Mas se eu colocar um branco, vou estar perfeita para a virada. Tá, que lindo isso. A partir dái, já decidi que ano que vem, quem fizer comentários desse tipo leva fogos de artifício no tobas, aí vai ter um tempinho pra pensar no própio rabinho, e não na cor da rouba que eu vou passar a merda da virada. É, pronto, falei.

E você, amigo terráqueo que, assim como eu teve um Reveillon massante e tedioso, sinta-se abraçado. Bom ano novo, tente arranjar amigos para que, no fim de 2010, você possa comemorar a passagem ao lado deles, não ao lado da sua família onde você é a ovelha negra que não gosta de dançar ou ouvir forró. É, essa sou eu. Enfim, boa sorte pra você, e assim terminamos o post, brindando ao ano que se inicia.

e isso foi para você ter pesadelos na sua primeira noite de 2010.